As doenças que estão relacionadas com a nossa alimentação sempre existiram, mas as mesmas só se tornaram uma grande preocupação nos dias de hoje. Muita gente tem problemas diversos genéticos ou até mesmo deficiências nutricionais que em conjunto com a pressa e refeições mal elaboradas podem causar complicações sérias de saúde, podendo até levar à morte. Este é o caso da diabetes. Conheça um pouco mais sobre essa enfermidade e como ela afeta a vida de milhares de pessoas por todo o mundo.

O que é diabetes?

Entender uma doença é o primeiro passo no caminho da informação, desta forma, fica mais fácil de se posicionar perante as consequências que ela trás para os diferentes estilos de vida.

A diabetes é uma síndrome relacionada com o metabolismo que tem uma origem muito variada, ou seja, ela pode surgir por diversos motivos distintos. Basicamente ela é o resultado da falta de insulina no organismo de um determinado indivíduo ou da incapacidade da insulina existente de realizar adequadamente seu trabalho no corpo do mesmo, resultando assim em um aumento na quantidade de glicose (açúcar) no sangue.

Geralmente a diabetes acontece quando nosso pâncreas não é capaz de fabricar este hormônio em quantidade suficiente para suprir as necessidades diárias do nosso corpo ou quando somos resistentes a mesma (independentemente do motivo).

O trabalho da insulina é basicamente permitir que a glicose (elemento que vai ser transformado em energia) entre nas células, portanto, qualquer obstáculo ou dificuldade que essa substância enfrenta ao longo de seu trajeto compromete o funcionamento de todo o processo.

Quais são os tipos básicos de diabetes?

O segundo passo no caminho da informação é saber que existem basicamente quatro tipos de diabetes mais famosos. Cada um deles possui características únicas assim como uma taxa de ocorrência diferenciada, que é justificada por uma série de fatores.

Confira abaixo uma lista com cada classificação desta doença e suas propriedades.

Diabetes tipo 1: nesta classificação a diabetes acontece porque o pâncreas perde sua capacidade de produzir insulina devido a uma falha generalizada no sistema imunológico. Esta falha faz com que os nossos próprios anticorpos passem a atacar as células que produzem este hormônio, destruindo-as e restringindo a funcionalidade do mesmo no corpo humano. De maneira geral, a diabetes tipo um têm um nível de ocorrência baixíssimo, mas mesmo assim, ela ainda acontece e não possui uma cura fixa.

Pré-diabetes: pré-diabetes é a palavra utilizada para indicar a condição na qual um indivíduo tem tendências a desenvolver a diabetes, mas ainda não possui a doença em si. Ele é basicamente o estado intermediário entre a condição saudável de um paciente e a diabetes tipo 2, já que o tipo 1 somente é causado por uma variação genética. De maneira geral, a pré-diabetes têm um nível de ocorrência alto, já que ela normalmente não é percebida por seus portadores, além de ser plausível em todas as faixas etárias.

Diabetes tipo 2: nesta classificação a diabetes é gerada pela combinação dos dois fatores defeituosos: a baixa quantidade de insulina no organismo e a falha nos seus efeitos desejáveis. Normalmente a diabetes tipo 2 deve ser monitorada diariamente e tratada com uma série de medicamentos (que podem ser orais ou injetáveis) pois a mesma tem uma tendência a piorar com o passar do tempo se não receber atenção. De maneira geral, a diabetes tipo dois têm um nível de ocorrência médio, porém, ela é altamente fatal.

Diabetes gestacional: esta classificação da diabetes, como o próprio nome já diz, ocorre no período de gravidez da mulher por causa do aumento da resistência à ação da insulina. Os efeitos dela no organismo são extremamente parecidos com os da diabetes tipo 2, porém, a gestação pode complicar ainda mais alguns sintomas. Sua causa ainda não é conhecida e seus efeitos podem continuar mesmo depois do parto. De maneira geral, a diabetes gestacional têm um nível de ocorrência baixo, sendo mais comuns em mães que não dão tanta atenção para os cuidados com a saúde durante esta fase diferenciada da vida.

De acordo com a Federação Internacional da Diabetes, no ano de 2017 aproximadamente meio milhão de pessoas conviviam com este mal, mas a pior parte, é que pelo menos metade delas não sabia que possuía a doença, por isso é imprescindível sempre acompanhar sua saúde.

Quais são os outros tipos de diabetes?

O terceiro passo é saber que as divisões anteriores não são as únicas, apesar de serem mais recorrentes. Os outros tipos de diabetes são geralmente causados por defeitos genéticos associados a outras doenças ou ao uso de fármacos indevidos. Como cada uma delas foi “refinada” para uma causa mais específica, é recomendado que se procure um médico ou profissional especializado para saber mais sobre seu organismo para descobrir se você se identifica com alguma dessas classes. Fique atento, essa enfermidade pode ser perigosa.

  • Diabetes causada pelo abuso de substâncias químicas (como entorpecentes, remédios e a ingestão excessiva de álcool)
  • Diabetes causada por defeitos genéticos na célula beta
  • Diabetes causada por doenças no pâncreas exócrino

De maneira geral, o nível de ocorrência dessas três categorias da diabetes é baixíssimo, apesar de não ser inexistente. Seus desdobramentos podem ser muito variáveis e dependem bastante das condições de resistência física do indivíduo e de sua forma de viver, portanto, são mais imprevisíveis e podem ter efeitos diferentes em cada caso.

Quais são os sintomas da diabetes?

Cada diabetes possui sintomas diferentes, porém, alguns deles apresentam grandes similaridades. Quanto mais profundamente conhecermos estas sensações, mais facilmente poderemos diferenciar os quadros e casos.

Confira abaixo uma lista de sintomas para casa um dos tipos da doença existentes.

Sintomas da diabetes tipo 1

Os sintomas mais comuns que a diabetes tipo 1 causa são: vontade frequente de urinar, fome e sede excessiva, fadiga, emagrecimento, nervosismo, mudanças repentinas de humor, náusea e vômito. A mesma pode se manifestar em qualquer período da vida, mas normalmente, as crianças e os jovens são os mais afetados. Este sintomas, apesar de serem incômodos, não são tão graves quando comparamos com as possibilidades das outras categorias da diabetes, porém, você deve ficar sempre atento aos mesmos.

Sintomas da pré-diabetes

Geralmente a pré-diabetes não apresenta sintomas significativos, pois a mesma é um estágio anterior a diabetes tipo 2, e não uma enfermidade em si. Por causa desta característica, a mesma possui um diagnóstico mais complicado e complexo do que o realizado para os outros tipos. O ganho de peso pode ser um bom indicador, além disso, é possível identificar no indivíduo uma propensão a esta doença analisando o histórico familiar e o padrão de dieta que está imposto naquele caso.

Sintomas da diabetes tipo 2

Os sintomas da diabetes tipo dois podem ser caracterizados como inconstantes. Existem algumas situações nas quais eles se manifestam de forma intensa logo nos primeiros anos da doença, mas também existem situações nas quais os mesmos nunca se manifestam, e estas são as mais perigosas. Quem tem o tipo dois, além de fome e sede excessiva, possui uma tendência alta a infecções (que podem ocorrer na pele, bexiga, intestino e rins), uma cicatrização lenta, visão embaçada, formigamento nas extremidades do corpo e furúnculos. De maneira geral, a mesma é a que mais traz desconforto para a vida do paciente, já que este tipo de indicação pode se acentuar com o passar do tempo.

Sintomas da diabetes gestacional

A diabetes gestacional é outra que não apresenta sintomas significativos, logo, normalmente seu diagnóstico é efetuado durante os exames rotineiros pelos quais uma grávida precisa passar. Ainda sim, existem algumas pequenas manifestações como fome excessiva, sede excessiva, visão turva e vontade constante de urinar que podem servir como indicativos de algo errado. As futuras mamães devem se manter atentas aos cuidados necessários para com si mesmas e para com o(s) bebês que vão nascer.

O que é hipoglicemia e hiperglicemia?

Hipoglicemia é uma condição caracterizada pela baixa de açúcar no sangue. Ela pode ser causada por deficiências alimentares, excesso de exercícios físicos ou no caso dos diabéticos, pelo excesso de insulina no corpo.

Seus principais sintomas são excesso de suor, tontura e fadiga, sendo que outros sintomas mais graves como aumento da frequência cardíaca, convulsões e coma podem surgir em alguns casos.

Já a hiperglicemia é a condição na qual o paciente apresenta uma alta na taxa de açúcar no sangue que também pode ser causada por problemas alimentares (comer em excesso), pelo sedentarismo e no caso da diabetes, pela falta de insulina no corpo.

Seus principais sintomas são extremamente parecidos com os da diabetes tradicional, como a sede e fome em excesso, a agitação e o aumento na vontade de urinar, e podem se agravar com o passar do tempo.

As formas de tratamento são “opostas”, ou seja, no primeiro caso é recomendada a ingestão de alimentos que possuam uma grande quantidade de glicose e que liberem a mesma de forma rápida, como balas, chocolate, refrigerantes e açúcar.

Enquanto isso, no segundo caso, é recomendada a mudança de hábitos de vida (praticando exercícios e comendo melhor), além do uso de insulina para os diabéticos tipo 1 e de insulina e medicamentos orais para os portadores da diabetes tipo 2.

Glicosímetro: o que é, como funciona e quando usar.

O glicosímetro é um aparelho criado para medir o nível de glicose no sangue. Seu uso é extremamente seguro e melhora muito a qualidade de vida do diabético, já que o mesmo não precisa ir a uma clínica ou ao médico para fazer a medição, já que a mesma pode ser realizada no conforto de sua casa. Por meio deste aparelho, o paciente consegue acertar a quantidade exata de insulina que deve ser aplicada.

O uso correto de um glicosímetro de qualidade é imprescindível para que acidentes não aconteçam. O indivíduo deve fazer um pequeno furo com uma lanceta, que fica na ponta do aparelho ou que vem separadamente e depositar uma gota de sangue na fita reagente. A fita é inserida no aparelho, que lê a quantidade de açúcar na corrente sanguínea de forma exata e mostra num pequeno visor. Esse processo deve ser realizado sempre que o paciente sentir necessidade e antes e depois de cada refeição (qualquer comida ingerida) que for realizada no dia.

Lembre-se de sempre ficar atento a data de validade dos acessórios, além de armazenar todos os itens de forma correta e segura, já que os mesmos são de primordial importância para que esta tarefa seja efetuada de maneira correta. Em caso de dúvidas, procure uma indicação médica, ela pode ser um diferencial na hora de entender mais sobre este produto e quais marcas são mais confiáveis.

Como eu faço para tratar a diabetes?

Já que cada diabetes tem uma origem específica, os tratamentos são específicos também. Na maioria dos casos é recomendado um acompanhamento médico intenso. Este profissional de saúde pode recomendar diversos medicamentos específicos para a sua demanda, além de incentivar que você monitore e analise de perto qualquer alteração nos padrões da sua doença. Além da solução médica, existem alguns cuidados que os indivíduos que convivem com esta enfermidade devem tomar.

Confira abaixo algumas especificações para cada caso.

Tratamento para a diabetes tipo 1: o tratamento da diabetes tipo 1 é sustentado basicamente por dois pilares: a insulina e os medicamentos. A insulina deve ser aplicada diariamente, visando controlar a quantidade de glicose no sangue e mantê-la no padrão aceitável. Você vai precisar de um medidor específico para verificar a concentração exata de glicose no sangue (glicosímetro), além de seringas médicas para aplicar o hormônio. No caso dos remédios, existem indicações complementares às injeções anteriores para facilitar o processo de cura e tratamento, mas os mesmos não são essenciais sempre.

Tratamento para a pré-diabetes: na grande maioria dos casos o tratamento da pré-diabetes é bem simples, já que ele só consiste em pequenas mudanças de hábito nas atividades diárias. Reeducação alimentar e atividades físicas são só o começo, seu médico pode recomendar o uso de medicamentos para prevenir a evolução da doença, além de recomendar o corte dos cigarros e melhoria da higiene bucal. Os cigarros aumentam o risco de infarto, além de prejudicar o funcionamento de diversos órgãos do nosso corpo. Já a saúde da nossa boca importa pois a propensão a bactérias dos pacientes com este estágio da diabetes é grande, e elas podem gerar adversidades.

Tratamento para a diabetes tipo 2: o tratamento da diabetes tipo 2 é basicamente constituído por medicação. Existem vários tipos de remédio, com funções diferentes, que servem para as variações dos sintomas que esta categoria da doença pode apresentar. Geralmente os mesmos são ingeríveis e seus valores não são muito acessíveis.

Tratamento para a diabetes gestacional: o tratamento da diabetes gestacional está baseado em medicação e monitoramento. A medicação é facultativa e deve ser receitada por um profissional para não prejudicar nem a mãe e nem a criança. O monitoramento deve ser feito mensalmente, junto com os outros exames que a grávida realiza a fim de verificar a saúde da gestante e o desenvolvimento do bebê. Caso hajam complicações, é recomendada a intervenção medicamentosa mais intensa para que a vida de ambos não corra nenhum tipo de risco.

Quais são os tipos de insulina existentes?

A insulina é uma das substâncias mais comuns utilizadas na hora de tratar a diabetes, mas poucas pessoas realmente entendem quais são as suas variações e como elas atuam no nosso organismo. Geralmente, este hormônio é produzido por nosso próprio corpo, porém, quando a mesma se apresenta de forma deficiente é necessária a produção sintética, que geralmente é realizada em laboratório. Confira abaixo algumas explicações para cada categoria deste “remédio”.

Insulina Detemir, Deglutega ou Glargina: estas insulinas são caracterizadas por uma ação lenta e prolongada. Seus efeitos têm uma duração que varia de 24h a 30h na corrente sanguínea, mantendo o nível de açúcar regular durante o dia todo.

Insulina NPH, Lenta ou NPL: estas insulinas são caracterizadas por uma ação intermediária, quando comparada com as anteriores. Seus efeitos têm uma duração que varia de 12h a 14h na corrente sanguínea. As mesmas devem ser aplicadas de 1 a 3 vezes por dia, dependendo das necessidades do paciente e das orientações do médico que está monitorando aquele caso em específico.

Insulina Regular: esta insulina é caracterizada por uma ação rápida, quando comparada com as anteriores. Sua aplicação deve ser realizada aproximadamente 30 minutos antes de cada refeição, ou seja, em média três vezes por dia e seus efeitos têm uma duração momentânea, durando somente no período após a comida.

Insulina Lispro, Aspart ou Glulisina: estas insulinas são caracterizadas por uma ação imediata, quando comparadas com as anteriores. Sua aplicação deve ser feita exatamente no momento da refeição ou imediatamente após a mesma.

Cada diabético precisa de um tipo diferente de insulina, que se adapte ao seu estilo de vida e às suas necessidades. Consulte um médico especialista que pode indicar qual é a melhor categoria para o seu caso, através de exames especializados. Sua qualidade de vida pode melhorar muito quando você utiliza a melhor substância para o seu organismo.

O que é uma bomba de insulina?

A bomba de insulina é um aparelho eletrônico que pode ser programado de acordo com as necessidades do paciente para enviar insulina para o corpo durante um determinado período. Microdoses são injetadas durante 24 horas para regular o índice glicêmico do diabético enquanto o mesmo se alimenta normalmente. Esta ferramenta é extremamente útil pois a mesma fica posicionada fora do corpo, não demanda intervenção cirúrgica e ainda por cima poupa o tempo do paciente de ter que aplicar constantemente injeções em si mesmo.

Sua estrutura é extremamente leve e compacta, podendo ser escondida em um bolso ou amarrada com uma cinta no corpo. A mesma ainda possui a possibilidade de ser ativada através de controle remoto, o que também da autonomia para o paciente, além de estar disponível em várias cores, o que torna toda a experiência mais agradável, na medida do possível.

Qualquer pessoa que depende da injeção deste medicamento pode usar o equipamento, já que ele é extremamente adaptável. Antes de usar, é recomendável que se procure orientação médica para que todas as expectativas do diabético sejam atendidas. Algumas marcas que produzem este item para o mercado oferecem uma espécie de test-drive, ou seja, aquele que desejar pode experimentar a bomba por um tempo para ver se adequa ou se adapta a este método.

Como reagir a uma overdose de insulina?

A insulina, como já sabemos, é o hormônio produzido pelo pâncreas que ajuda a regularizar o nível de glicose no sangue. No caso de muitos diabéticos, por causa de uma deficiência nesta produção, a mesma precisa ser injetada, só que nem todo mundo sabe a forma correta de administrar as quantidades diárias e isso pode acarretar em graves complicações, como a overdose.

As principais causas deste problema são: erros médicos, seleção indevida de dosagem, uso de novo medicamento, aplicação incorreta e falta de comida após a aplicação. A sensibilidade a insulina também deve ser levada em consideração na hora de usar este hormônio, já que algumas pessoas, como as grávidas por exemplo, têm uma propensão maior aos efeitos do mesmo. Os principais sintomas que aparecem nesta situação são muito parecidos com os sintomas da própria diabetes, só que de forma mais intensa e penosa para o indivíduo.

A melhor forma de reagir a uma overdose é procurar ajuda médica ou o posto de saúde mais próximo, mas existem algumas medidas que podem ser tomadas em casa para amenizar os efeitos causados. Coma de 50 a 100 gramas de um alimento rico em carboidratos e açúcares, como pão e aguarde cerca de 5 minutos. Se os sintomas não passarem, coma açúcar e aguarde o mesmo período de tempo. Se ainda assim a overdose continuar, chame o resgate e continue ingerindo este tipo de comida. Nos centros médicos, é aplicada uma injeção intravenosa no paciente que apresentar um quadro mais grave, com convulsões e desmaios.

Como o exame de Hemoglobina Glicada (HbA1c) funciona e para que ele serve?

Este exame é uma ferramenta extremamente útil para quem vai ser diagnosticado ou para quem quer controlar melhor a própria diabetes. O mesmo analisa os níveis de hemoglobina que sofreram glicação (união da glicose com uma proteína, que faz a segunda quebrar e desestabiliza o sistema) na corrente sanguínea. Este procedimento consegue calcular uma média de células que sofreram este processo em pelo menos três meses anteriores a sua realização.

Ele pode ser feito por qualquer um, seja uma pessoa que quer saber se tem a doença ou uma pessoa que já a tem, em qualquer faixa etária. Seus resultados geralmente não demoram para sair e são extremamente precisos, o que contribui para a melhoria da qualidade de vida de quem sofre com este mal.

É importante ressaltar que este exame é útil para os pacientes diabéticos pois esta complicação celular geralmente se dá quando um indivíduo possui níveis elevados de açúcar no sangue, se tornando assim, mais propenso a esta ordem, se você tem suspeitas sobre esta condição, realize-o, pois identificar esta enfermidade em seus estágios iniciais pode contribuir muito com as fases de tratamento.

Que alimentos são recomendados para quem tem diabetes?

Geralmente o que os pacientes diagnosticados com a doença comem exercem uma grande influência sobre as suas condições de vida. Confira abaixo uma lista de alguns alimentos indicados que além de não piorarem o quadro atual, podem ajudá-lo a melhorar.

Legumes e verdura: estes itens, além de existirem em grande quantidade e variedade, são ricos em vitaminas, minerais e nutrientes que são muito importantes para a saúde, além de não terem altos índices de gordura e de açúcar.

Maçã: a maçã, além de ter um baixo nível de açúcar, possui uma substância especial em sua casca que ajuda a controlar o excesso desta substância na circulação sanguínea.

Grãos integrais: os grãos integrais, assim como a maçã, possuem substâncias especiais em suas cascas que ajudam na regulagem da glicemia, além de promoverem a sensação de saciedade, o que faz com que o indivíduo coma menos e não ganhe peso.

Leguminosas: as leguminosas, assim como os legumes e as verduras são ricas em nutrientes e vitaminas que fazem bem para o corpo humano. Somado a isso está o fato de que as mesmas também ajudam no controle do índice glicêmico e no controle de alguns sintomas e doenças diferentes que podem aparecer por causa da diabetes.

Batata doce: a batata doce é muito útil para quem tem diabetes pois seu baixo índice de glicose faz com que os carboidratos sejam absorvidos de forma mais lenta e consequentemente forneçam energia por mais tempo. Desta forma, o paciente não vai precisar comer de novo por um período de tempo maior do que o comum.

Glossário com termos diabéticos

Auto-imune: reação provocada pelo organismo contra elementos dele mesmo. Ocorre quando o nosso corpo não consegue reconhecer uma determinada parte de si e a ataca como se ela fosse um corpo estranho, que pode causar danos à saúde. reação do organismo contra tecidos e órgãos dele próprio. A diabetes pode ser um exemplo de doença auto-imune.

Células beta: células que habitam a corrente sanguínea e que são responsáveis pela produção e liberação da insulina, o hormônio que controla os níveis de glicose no sangue.

Colesterol: uma categoria de gordura presente nas células humanas, que pode ser bom ou ruim. A maioria desta substância é produzida pelo próprio organismo, enquanto a minoria da mesma é ingerida através da alimentação rotineira. Pode ocorrer por causa do excesso de alimentos gordurosos na dieta, que também são ricos em açúcar e afetam outras doenças, como a diabetes.

Glicose: um monossacarídeo simples (açúcar) que serve de combustível para as células.

Hiperglicemia: condição na qual o nível de glicose está elevado no sangue.

Hipertensão: condição na qual o nível da pressão arterial sobe para acima de 140/90. Pode ser extremamente prejudicial para os pacientes diabéticos que já possuem complicações cardiovasculares ou nos rins.

Hipoglicemia: condição na qual o nível de glicose está baixo no sangue.

Hormônio: substância química produzida pelo corpo que age sobre um determinado processo ou órgão.

Insulina: produzido pelo pâncreas, é um hormônio que tem como função regularizar os níveis de glicose na corrente sanguínea. O mesmo também ajuda no transporte desta substância para dentro das células corporais.

Pâncreas: órgão, que através de enzimas, ajuda na digestão e na produção hormonal do do corpo humano. Faz parte do sistema digestivo e do endócrino.

Resistência à insulina: condição na qual as células do corpo humano não reagem à insulina, logo, todas as funções que dependem da mesma são prejudicadas.

Não deixe que a diabetes te impeça de viver bem, faça hoje mesmo uma consulta e comece a mudar seus hábitos diários, ainda da tempo de preservar seu corpo da melhor maneira possível. Uma boa alimentação e a prática de exercícios físicos são importantes, além da medicação, para a manutenção do seu organismo.